quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Proxy transparente

O hype du jour, é nova iniciativa da ANSOL, Transparência na AP. Justiça seja feita: o ruído tem razão de ser.

A situação do Base era de facto anedótica, quer a nível da procura (que não funciona) quer a nível da paginação manual a partir da página 1 e sem acesso directo a páginas intermédias. Isto em mais de 300 páginas... Dado que apontar o dedo por vezes não resulta, a ANSOL chegou-se à frente, e bem, oferecendo o serviço ao país.

E é atendendo aos custos de mercado de desenvolvimento web que melhor se reconhece o valor desta oferta, baseada em tecnologias Open Source como Wordpress, PHP e MySQL.

O site funciona como intermediário para a informação do Base, com um interface de pesquisa que funciona em qualquer browser e sistema operativo.

No topo do bolo ficam as cerejas.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

The role of ISVs

Retirada da magnífica compilação de textos "Evangelism is war", escrita por James Plomodom, tornada pública no contexto de um caso de antitrust e disponível para consulta aqui, esta imagem ilustra bem o que se passa no panorama nacional dos ISVs tradicionais de software.

O facto é que muitos ISVs, em lugar de promoverem produtos tecnologicamente neutros que se integrem bem em qualquer ambiente, preferem tentar impôr tecnologias específicas e métodos arcaicos, mesmo que ponham em causa infra-estruturas de grande qualidade já existentes. Ora isto nem sempre os ajuda, porque em cada discussão se descobrem sistematicamente as suas lacunas no que respeita a noções de administração de redes e sistemas. E cada vez que isto acontece aumenta a motivação para o melhoramento de soluções alternativas que mais dia menos dia lhes causarão dificuldades.

Os ISVs nacionais não raro compram uma guerra que não é a deles, em vez de se concentrarem a desenvolver e melhorar os seus produtos. Mas a dispersão é geralmente um erro que se paga caro.

Serão peões num campo de batalha? É impossível não nos lembrarmos disto.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Integrating legacy Windows applications on a Linux Desktop environment

In a ideal world every piece of client software is either:
  • web based, with standards based cross browser development
  • portable, developed with a cross platform language / toolkit (Java, Qt, Gtk+, WxWidgets, ...)
In the real world there's people developing fat clients, where a web interface would be the best way. There's people programming in .NET, delivering solutions to the customers that limit their OS choices to Windows. And there are public and private institutions buying without knowing how this may affect them in the future.

However, the situation has improved considerably with the arrival of fast, low-cost servers and virtualization technologies. Whereas Wine / Codeweavers are excellent solutions for popular applications whose upgrade cycle is very long (ex: MsOffice under Codeweavers) and can thus be certified, the general solution is more complex. In general, one may have to deal with not so popular applications that need frequent updates, or applications that just don't work under Wine.

The 3 key pieces for dealing with such software are:

1) Windows Server - enable remote access to monoplatform Windows applications with a terminal server setup
2) Vmware / Xen / ... - setup the Windows server as a VM on a stable Linux server
3) rdesktop - the wonderful open source terminal services client

The correct interaction of these components will enable transparent access to Windows applications from any Linux workstation without major breaking of a stable setup.

Arquitecture example

Dealing with Windows machines is a troublesome task in many ways . So one may wonder if dealing with a multi-user Windows machine will be a nightmare. It won't if some simple rules are followed:
  • no administration privileges for any regular user
  • minimal software installation
  • automatic startup of the desired applications
The last point is paramount, on preventing users from creating security stability and performance problems. Each user may need a single application or set of several applications. Depending on the case, the application executable or a batch file launching the desired set of applications should be configured on the user properties. With this procedure, the users never get to see the usual windows shell. They only see their applications and each session is terminated when the last window is closed.

Automatic application startup

The session startup can be perfectly integrated with a Linux desktop by creating a shortcut to rdesktop, invoked with the right command line arguments.

Some usage examples:

rdesktop -g 1024x768 -a 16 -k pt 192.168.0.18

Connects to 192.168.0.18 with a window size of 1024x768 pixels, 16 bit color and portuguese keyboard layout.

Server login session
rdesktop -g 1024x768 -a 16 -k pt -u User1 -p MyPassword 192.168.0.18

Same thing but enabling seamless login.

rdesktop -g 1024x768 -a 16 -k pt -u User1 -p MyPassword -r printer:PSC1410='Apple LaserWriter 12/640 PS' 192.168.0.18

Same thing but making the local PSC1410 printer queue available on the terminal server.

This is a great feature of rdesktop: one can forward all locally configured CUPS printer queues without having to install any driver on the Windows machine. That is possible because windows ships with some old postscript drivers, like Apple LaserWriter, and CUPS expects to receive postscript from any application. This can't be done with the Microsoft remote desktop client, which requires the installation on the terminal server of all the windows drivers corresponding to the local printers.

Several printers can be passed on the command line and all of them will be available for the Windows applications. It is also possible to have a local directory available as a Windows share on the server using the right command line arguments.

By using a desktop icon to automate the startup of rdesktop one can seamlessly integrate Windows applications on Linux desktops without even the users noticing that there are two different operating systems in use. With this kind of setup one can benefict from the stability of the Linux desktops without sacrificing access to specific applications that may be needed. Surely the CAL and Terminal Service licences are costly and web / portable applications are the preferred way. However, when using Windows is unavoidable, a terminal server is a much better solution than a network of Windows workstations.

We have used this kind of setup in production with both local machines and VPN clients. The performance and stability are satisfactory.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Linux discreto

Pontos de venda automáticos do Jumbo, aparentemente fornecidos pela empresa brasileira ITAUTEC.



terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Encontro Open Source em Santiago

A Sun Microsystems e a Angulo Sólido representaram a ESOP no encontro de trabalho entre as empresas da AGASOL e os representantes do Governo Galego - Xunta de Galicia. A reunião, na magnífica cidade de Santiago de Compostela, surgiu no contexto das actividades desenvolvidas pelo Mancomum. Aproveitámos a hospitalidade Galega para investigar o trabalho que se faz por lá.

O primeiro contacto foi desarmante dada a arrebatadora gastronomia que se nos apresentou após 6 horas de viagem. Refeitos do choque positivo, passamos o resto da tarde a perceber o que levou a Xunta de Galicia investir numa política de apoio ao software Open Source. Aparentemente a visão que prevalece é ser essencial construir um ecossistema regional de elevado know-how, garantir independência tecnológica e assegurar a possibilidade das aplicações estarem disponíveis no idioma local. Sendo esse o objectivo, está-se ainda a trilhar-se o caminho, mas tudo parece andar a bom ritmo.


Ao longo da tarde as diferentes empresas da AGASOL foram expondo os diversos sucessos e dificuldades que se lhes apresentam no decurso do último ano de actividade e delinearam-se estratégias para novos projectos.

Houve ainda tempo para a ESOP e a Xunta de Galicia chegarem a acordo sobre colaborações futuras e intercâmbio de experiências entre empresas Portuguesas e Galegas.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

sábado, 29 de novembro de 2008

Números Complexos II - Como gastar 3 milhões de EUR em TI

Se está à frente de uma empresa, uma organização ou de um país, já pensou como gastar 3M EUR em TI?

Com esta modesta verba poderíamos* :

- instalar sistema operativo e software em 17143 postos de trabalho, se todo o hardware fôr diferente
- instalar sistema operativo e software em 200000 postos de trabalho, se todo o hardware fôr igual
- formar 6600 pessoas em utilização produtiva de um desktop
- legalizar o software de 1500 PME com Linux end-to-end integrando servidores, postos de trabalho e acesso à internet com segurança e QoS

São 3 milhões de todos nós que poderiam se investidos na economia nacional. Pare para pensar.

* valores indicativos tendo em conta os cenários típicos de utilização - não dispensam proposta formal; qualquer dos referidos casos inclui software e serviço sendo entregue a funcionar em pleno

Referências:
Portaria 915/2008
http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx...