terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Firefox 3.6 na Caixa Mágica 12 e 14


Está disponível via Apt / Synaptic / Sofware Updater o Firefox 3.6 para a Caixa Mágica 12. Isto significa que os milhares de utilizadores das escolas (eescolas, Kit Tecnológico da Educação), individuais ou de empresas terão uma forma rápida e simples de fazer a actualização. Está igualmente disponível o Firefox 3.6 para Caixa Mágica 14 desde que o repositório das contribuições esteja activo (na CM14 o update oficial ainda é da série 3.0.0.x).

Como esta versão do Firefox representa um avanço considerável sobre as anteriores (performance, personas e estabilidade...) achamos o facto digno de menção.

upgrade via Synaptic na CM12

Firefox 3.6 com o tema Crystal Chrome


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

testing Gigabit Ethernet networks with Linux laptops

How useful is to contract the implementation of a Gigabit ethernet LAN if we are unable to test its performance? It is well known that performance on LANs is easily affected by bad cabling or connector problems. Besides that, acceptance tests are part of every engineer's life.

Whereas testing a 100Mbit LAN is somewhat of a trivial task, testing Gbe is a bit trickier since harddrive to memory transfers can't keep up with such rates. Fortunately, we can put it to test using two Linux laptops with Gbe network interfaces. The process involves creating a reasonably large ramdisk on each laptop (the default size is not enough) and tranferring information between ramdisks using netcat. One laptop should be connected directly to the switch and the other one will be connected to each wall plug.

Here's a brief recipe of how to perform the test.

Preparing ramdisks on both the sender and receiver

- boot with option on lilo or grub: ramdisk_size=5000000
- login as root and issue:
mknod -m 660 /dev/ram b 1 1
mkfs.ext2 /dev/ram
mount -t ext2 /dev/ram /mnt/ramdisk
cd /mnt/ramdisk

On the sender generate a random file with dd
dd if=/dev/urandom of=/mnt/ramdisk/file.bin bs=1k count=500k
(dd will stop if the ramdisk is smaller than needed and will output the created file size)

Prepare the receiver to accept the file via netcat
nc -lp 1234 >file.bin

On the sender side push the file and measure the transfer time
time cat file.bin | nc RECEIVER_IP 1234

The send+receive steps should be repeated a number of times for each wall plug to check for stability of the measured times. The file transfer rate is then computed easily as
file transfer rate [MB/s] = (FILE SIZE [MB] ) / AVERAGE TIME

The network transfer rate is obtained by taking into account the Ethernet + TCP/IP overhead introduced by netcat, which is around 5%
network transfer rate [Mbps] = [ (FILE SIZE [MB] * 8) / AVERAGE TIME ] / 0.95

In our tests a acheived an average transfer time of 4.5s and a network transfer rate of 934 Mbps.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Ser profissional é opcional

Talvez tenha reparado quem recebe por RSS os artigos deste blog que últimamente não tem cá aparecido muita coisa. O que se passa é que o tempo que habitualmente sobra para reflexões e partilha de ideias com a comunidade tem sido ultimamente consumido, perdão vorazmente canibalizado, por uma onda da mais gritante incompetência. Dir-se-ia que neste país ser profissional é opcional.

Vejamos... nos últimos dois meses já tivemos: comunicações interrompidas por causa da chuva (a infra-estrutura não está preparada porque só este inverno é que choveu), jogo do empurra-empurra entre um ISP e o operador incumbente com um problema de packet loss que aparentemente só o cliente é que tinha capacidade de monitorizar (demorou mês e meio a ser resolvido), uma linha ADSL + Voz em que a Voz está há dois meses com ruído extremo e o ISP não resolve, um equipamento que o ISP garantiu fornecer em bridged mas afinal não suportava bridged ao qual se seguiu um segundo equipamento que - esse sim - viria em bridged mas afinal também não vinha, um conjunto de novas impressoras iguais todas, excepto uma, a funcionar bem em que a marca não recebe a impressora defeituosa se o cliente não fizer alterações no firmware (!) e até o upgrade de um ERP a correr da pior maneira possível: tudo ficou lento após o upgrade e o fornecedor atirou as culpas precisamente para aquilo que não tinha mudado, ie, a rede e o servidor.

E o que é que faz uma equipa competente nestas situações? Tenta não perder a paciência. Tenta absorver todos estes impactos e almofadar o cliente, isolando-o da incapacidade generalizada que se instalou no nosso país e continua a "atrapalhar" impunemente tudo e todos. Tenta que o cliente consiga sobreviver o melhor possível. Mas com este (mau) ambiente de trabalho torna-se muito, muito mais, difícil manter os níveis de eficiência que os profissionais devem exigir de si mesmos. Este ambiente é o travão da inovação, um balde inteiro de areia vertido descaradamente sobre as melhores engrenagens.

É tentador para muitos atribuir isto à falta de meios e aos problemas económicos do país, etc, etc. Ora isso é a mais evidente falácia. O país tem excesso de meios tecnológicos e poder económico mais do que suficiente para olear a maioria dos serviços. A dura e politicamente incorrecta realidade é que o estado das coisas se deve aos seres humanos que desenham, participam e implementam os processos. Será que é por falta de CRMs (até os há Open Source..) que os ISPs só tratam dos assuntos por telefone? Será que é por falta de software de monitorização (também os há Open Source...) que não conseguem compreender problemas intermitentes? Será por falta de vergonha que um fabricante acha normal mandar um cliente fazer upgrades de firmware numa impressora avariada que custou algumas centenas de EUR?

Não há mais ninguém a culpar: são compatriotas nossos - portugueses - que originam e perpetuam este estado das coisas. Culpado, é quem contrata pessoas para funções alegadamente "simples" e não lhes dá formação. E quem é contratado e não quer aprender.

Mas a solução é simples: dar formação aos interessados e despedir os desinteressados. A quem não sabe trabalhar não se dê hipótese de atrapalhar.


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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Boas Festas e até 2010

A Angulo Sólido deseja boas festas a todos os leitores deste blog junto com os votos de um 2010 muito dinâmico. Até breve!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Encontro de empresas Open Source em Madrid

Algumas notas soltas sobre o encontro de empresas da ASOLIF:

- por via das 7 associações regionais o número total ascende a 160 empresas
- o mercado subiu 200% nos últimos 4 anos
- vai haver números actualizados no início de 2010
- a lei sobre Acesso dos Cidadãos ao Serviços Públicos em Espanha, Ley 11/2007, inclui a definição e recomendação de normas abertas
- após avanços, recuos e bastante polémica a decisão sobre que software irá estar nos laptops da educação no "eescolas" Espanhol (alunos de 10-11 anos) ficou nas mãos de cada Governo Regional
- esteve presente o director do Cenatic, um organismo Governamental que tem como objectivo "impulsionar o conhecimento e uso do software Open Source em todos os sectores da sociedade" bem como um representante da "C.M. Madrid" (Ayuntamento de Madrid)

O evento teve lugar nos passados dias 13 e 14 em Madrid, num espaço chamado Madrid on Rails que serve as empresas e a comunidade Open Source local.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Things have names, changes have reasons

Communication is made of agreements. We agree on what "1 meter" means so that people can order, say, a baseball stick and know what size to expect. We agree on what "1 second" means so that, knowing what "1 meter" is, we can estimate how long it takes to reach Brussels. Clear definitions are not an accident. They're born from knowing that rough statements (eg, "quite large" or "very very far") don't cut it.

Of course we all know this... we're just puzzled about why someone on the European Commission would replace - at no one's request - the precise definitions of Open Source and Open Standards by this amazing abstraction called the Openness Continuum... which according to their definition includes both open and closed.

Furthermore, why would they state something as oxymoronic as

[...] it is also true that interoperability can be obtained without openness, for example via homogeneity of the ICT systems [...]
?

If we accept this we can also easily accept statements such as

[...] it is also true that peace can be obtained without democracy, for example via oppression of the populations and strict control of all media [...]

Not that these are comparable in severity... but they seem to be logically analog. Strictly speaking, the former statement still outdoes the latter in terms of contradiction. Doesn't interoperability mean work across heterogeneous systems by means of a common language?

Maybe someone on the EC can step up and explain the reasons for these changes.

As for the leaked document as a whole we won't judge it as "good" or "bad". Locating it on the - just defined - Goodness Continuum - is left as an exercise for the reader.

Taking the web back

A comemoração dos 5 anos do Firefox é também uma oportunidade para relembrar o longo e penoso percurso de reconquista da web e os efeitos gravíssimos do monopólio que nesta se fez sentir durante vários anos. Os exemplos são vários: da geração de webdesigners do Frontpage que faz código a martelo, aos sites que funcionam apenas em Internet Explorer e à utilização de tags proprietárias e mecanismos ActiveX; do desrespeito pelos standards, à estagnação do IE6 (posteriormente melhorado pelos IE mais recentes já em ambiente de concorrência...). Talvez a geração mais nova não faça uma leitura tão extrema, mas tudo isto é óbvio para quem conheceu o antes (a navegar com Netscape 3 sobre Solaris em terminais X NCD), o durante e está feliz com o depois.

Com a web 2.0 veio o Firefox, o Safari (baseado no KHTML), as Wikis, os blogs, os CMS, o Ajax, o Twitter, o Google Maps, e ... voltou a interoperabilidade. Este é um dos pontos mais fortes do Firefox, que permite uma navegação web semelhante em diferentes plataformas, como o antigo Netscape do qual nasceu o projecto Mozilla. Outras inovações como os tabs, e a pesquisa integrada no Google e outros motores de busca foram igualmente introduzidos por browsers da Mozilla. Mas algo que tornou o Firefox especial foram as suas extensões... multiplataforma.

E como está a web portuguesa no meio disto? Está bem melhor. Embora ainda existam algumas aberrações, já se vêem igualmente sites de muito boa qualidade. No ponto óptimo? Certamente que não. Ainda existem sites desenhados por completo em flash (e portanto com fraca acessibilidade e nenhuma linkabilidade) e outros que não se percebe se foram desenhados ao acaso. E ainda existem tentativas de fecho da Web em torno de plugins como o Silverlight. Mas o que é facto é que as empresas e instituições públicas já estão preocupadas em ter uma presença digna na web.

Mas falta ainda bastante trabalho, como por exemplo generalizar-se a validação do HTML (2 exemplos que validam perfeitamente no W3 Validator: Angulo Sólido, ESOP). Dir-se-ia, tecnicamente falando, que no que respeita a conformance temos ainda muito que fazer embora tenha havido grandes melhorias no campo da interoperabilidade. A este respeito é positivo assinalar que os dois grandes entraves à utilização profissional de plataformas não Microsoft abriram finalmente as portas. Falamos é claro da Vortal e do BPI Net Empresas. Não sem luta, não sem resistência, não sem perda de clientes. Mas cedendo aos argumentos de quem acima de tudo... tem razão.

Como nota final, apenas se refere que a expectativa é grande em relação à adopção do HTML5. Especialmente no que respeita aos codecs de video sobre os quais, infelizmente, não se chegou ainda a um consenso.


Sinais dos tempos: o BPINET empresas anunciou compatibilidade multi browser

Correcção:

Tal como foi apontado nos comentários algumas inovações (ex: tabbed browsing) não foram introduzidas pela Mozilla, tendo no entando sido disseminadas pelos browsers da Mozilla.
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