quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Bridged mode for dummies

Tem-se verificado recentemente da parte dos operadores de telecomunicações uma tendência mal explicada para apresentar aos clientes equipamentos de rede com as configurações bloqueadas, que os impedem de tirar partido de diversas funcionalidades. No que nos diz respeito, a principal funcionalidade perdida nestes casos é o modo bridged, também conhecido como bridged mode.

Este assunto foi abordado num post relacionado com a Vodafone Portugal, referindo-se a um problema agora em vias de resolução. O presente artigo explicará sucintamente a importância da configuração em modo bridged, importância essa que lamentavelmente tem sido esquecida por diversos operadores. Suspeita-se, ainda que sem bases científicas, que haja na génese destas situações mais dedadas de gestores do que de Engenheiros de redes... Seja como for segue-se a justificação detalhada de quem gere largas dezenas de acessos à Internet com equipamento certificado e baixíssima taxa de falhas.

Para começar uma questão conceptual:

O cliente tem direito ao IP público, a fazer dele o que quiser e atribuí-lo ao equipamento que preferir. O IP público é o ponto central de um acesso à Internet. E o modo bridged já existia muito antes de os routers com NAT serem sequer um equipamento banal de consumo. Se o ISP só fornece o IP público amarrado a um equipamento bloqueado está à partida a oferecer meio serviço!

Passando a questões mais práticas que afectam as empresas fornecedoras de TI, ou pelo menos as que se esforçam por prestar serviços que não falham.

1) Uniformidade

Empresas que fornecem serviços de TI têm a sua performance influenciada pela capacidade de efectuar configurações standard com a menor probabilidade de erro humano possível. No entanto, não podem impedir os clientes de escolherem o seu acesso à Internet da forma que o entenderem. É bom de ver que se cada cliente tiver um modelo de router diferente (seja cabo, adsl, fibra, etc) as configurações que possam ser necessárias para acesso remoto (port forwarding, dns dinâmico, etc) não se conseguem uniformizar. Torna-se virtualmente impossível educar uma equipa e cada configuração/modificação torna-se um processo ad-hoc, que pelos riscos inerentes a tudo o que é ah-hoc, obriga a deslocações de pessoal qualificado.

Resultado: sobem os custos e desce a qualidade.

2) Estabilidade

No mesmo cenário referido em 1), se cada cliente tem um modelo de router diferente como se consegue ter garantias de estabilidade? Qual o tempo médio entre falhas do equipamento? Qual o número de ligações TCP simultâneas que consegue gerir sem esgotar a memória?

Sempre que o equipamento falha o telefone toca e diz-nos "não temos Internet" com as óbvias consequências para a nossa imagem e os inaceitáveis procedimentos de "reset ao equipamento".

Resultado: serviço de pior qualidade com comportamento pouco previsível.

3) Funcionalidade

Ainda tendo em mente o cenário anterior, que funcionalidades terá o router entregue pelo ISP? Suporta configurações de QoS? Podem fazer-se ajustes finos nas regras de firewall? Suporta dns dinâmico? Permite ser cliente ou servidor de VPN? Tem watchdog para o reiniciar automaticamente em caso de bloqueio?

Resultado: limitações de performance, de funcionalidade e segurança.

Todos os pontos referidos deixam clara uma coisa: a única forma de prestar serviços de elevada qualidade é ter sempre o mesmo modelo de router IP/ethernet em uso, independentemente do ISP. Para isso é necessário ter o acesso em modo bridged mantendo como único ponto variável o modem, que traduz do nível físico Ethernet para o nível físico da ligação (ADSL, Fibra, Cabo,...).

Assim, e recorrendo à elementar lógica de inversão, concluímos que todo o ISP cujo equipamento não permite funcionamento em bridged é incompatível com a prestação de serviços do patamar de qualidade pelo qual nos nivelamos. Este patamar é o do uptime medido em anos, não em semanas.

Como nota final, antes que comecem a dizer que isto interessa apenas uma pequena percentagem de clientes, refiro apenas que os ISPs deviam amar-nos, receber-nos em passadeiras vermelhas e pôr hospedeiras de mini-saia a servir-nos canapés. Isto porque os clientes que lhes fazemos chegar são aqueles que nunca lhes ligam antes de falar connosco, seja porque razão for. E nós só abrimos avarias quando sabemos exactamente que a falha está do lado do ISP. E quando o fazemos é com um report objectivo (falha de sincronismo, packet loss, ...). Haverá cliente mais rentável do que o que paga todos os meses, só se queixa quando tem razão e quando o faz vai directo ao assunto? Soma-se a isto não ter aplicações P2P ligadas 24/7 a ocupar largura de banda...

Resta portanto saber como se recompensa os melhores clientes: com equipamentos bloqueados! Talvez um dias as coisas mudem. Se o argumento acima não convence talvez a inspiração do nosso especialista em redes favorito possa ajudar ...

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Linspotting FAQ


The Linspotting project had a great overall reception from all over the world. This is both rewarding and motivating. However, since not all sides of the project were entirely understood we leave here a simple FAQ for reference.

1) What is the Linspotting project?
A meta-package for Linux Caixa Magica, a certification, a video editing workflow manual (EN and PT) and a demo video. See the full explanation here.

2) Is the video a commercial for Linux?
No it is not. The video is an ironic view over the way Linux / Open Source works. It's meant for a niche, not for a general audience.

3) "I don't get the message"
The video has quite some subtleties. To fully get it it helps if:

- you've seen Trainspotting (awesome movie...)
- you are familiar with the Linux "ecosystem"

Bonus points, if you understand Portuguese.

4) Can I install "Linspotting" on other Linux distributions?
You want to install Kdenlive not Linspotting. On other distributions you don't get the formal certification of the package set that is needed for a full workflow (kdenlive, mlt, ffmpeg, etc) but Kdenlive should work nicely. There's nothing stopping other Linux distributions from certifying video editing as well.

5) Is Linux / Kdenlive suitable for professional video editing?
Yes.


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Vodafone ADSL - os trapalhões em Portugal




Este blogue é sereno. Não se exalta. Não perde a compostura. Mede as palavras. Chega até a ser politicamente correcto. Disto decorre, como entenderão, o uso da expressão "trapalhões". Atendendo à sua definição, facilmente concordaremos que, se bem que porventura deficitária na intensidade, a palavra tem pelo menos o sentido apropriado.

Como qualificar quem demora semanas para efectuar um processo de 5 minutos? É tentador disparar um "preguiçoso". Mas seria injusto falar de preguiça já que se trata de trabalhar semanas a fio. Os resultados? Esses tardam e por vezes falham.

A Vodafone Portugal decidiu no seu serviço ADSL presentear os utilizadores com um modem bloqueado (Thomson Speedtouch 516v6) que não faz modo bridged, com a configuração de origem. Ora, o modo bridged (absolutamente essencial para quem quer ter routers IP fiáveis e normalizados ao longo de dezenas de clientes independentemente do ISP de cada um) é algo de configuração trivial em qualquer modem/router normal. Mas não para a Vodafone Portugal. Não só o modem não o suporta de origem como o processo de configuração que a Vodafone Portugal propõe é de tal forma anedótico, que por vezes nos interrogamos se será real.

Claro está, que se optarmos por contornar o referido processo configurando em 5 minutos um modem decente (ex: Huawei Smartax MT882) ao primeiro problema que exista na linha a Vodafone Portugal prontamente se descartará de responsabilidades.

Então como funciona o processo que a Vodafone propõe para resolver o problema?

1. ligar o modem à linha
2. enviar um email à Vodafone Portugal solicitando que configure o modem em bridged
3. sleep (24h)
4. aguardar que nos liguem de volta
5. correr um wizard no interface web do modem por sugestão da linha de apoio
6. testar
7. se não funcionar comunicar esse facto à linha de apoio e voltar ao passo 3.
8. done

Sobre este extraordinário cupcake jazem ainda algumas cerejas.

Para começar, nunca ninguém sabe estimar quanto tempo irá demorar a configuração pela parte da Vodafone Portugal. Isto porque a "ordem" de configuração é enviada por um sistema central que não dá previsões, muito embora "possa demorar até 24 horas" (sic) para enviar um par de kbytes por uma rede da banda larga. Por outro lado, o avançadíssimo computador central que configura os modems parece ser operado por um misterioso departamento clandestino, que não não só não comunica com os clientes como não comunica com os supervisores do helpdesk, com quem os clientes - exasperados - acabam por ter que falar quando se apercebem que vão ficar semanas sem usar a linha. Uma vez concluída a suposta configuração a Vodafone também não sabe verificar se ficou bem feita e pede ao cliente que execute um wizard (mas nem sempre) e depois teste. De cada vez que há uma falha a granularidade da espera para novo teste (presencial!) acaba por ser próxima das 24h. Por vezes "os modems rejeitam as configurações" (sic). Outras vezes o comercial que quer vender o serviço tem contactos internos e resolve o assunto com um telefonema. Outras ainda os clientes desistem do serviço.

Já os funcionários da linha de apoio não fazem melhor porque não podem. Uns até se esforçam para ajudar mas não têm meios para resolver nada. Outros parecem ter saído directamente do youtube.

E tudo isto para fazer algo que demoraria 5 minutos? Sim. A Vodafone Portugal, parece ter querido evitar que os utilizadores configurassem o modem como lhes desse mais jeito. Talvez para poupar em esforço de assistência? E assim, acabou a implementar um processo Kafkiano cuja técnica não domina e deixa a empresa ridicularizada em frente ao segmento de utilizadores profissionais que sabem exactamente o que precisam para oferecer um bom serviço aos clientes. E o que mais chateia é que, uma vez a funcionar, o serviço é bom e o custo é justo.

Cause I like you,
Yeah I like you.
And I'm feeling so Bohemian like you,
Yeah I like you,
Yeah I like you,
And I feel wahoo, wahoo, wahoo!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

The Linspotting project - Linux video editing workflow ready for action

A full Linux video editing workflow is finally ready for production use. The certified solution is based on Kdenlive plus a set of components which allow easy integration with different sources of video (firewire capture, DVD extraction, H264 transcoding, screen capture, etc). The certification and packaging initiative, which was made possible by years of impressive work from several groups of open source developers, comes from Angulo Sólido, Caixa Mágica and the freelance journalist Caroline Pimenta.

The solution includes most features expected in professional video editing packages, such as: multi-track editing, support for a wide range of formats and codecs (mp3, mpeg2, mpeg4, DnxHD, Theora and others) and platforms (eg, Vimeo, Youtube), an important set of effects and transitions, support for screen captures, custom rendering profiles and subtitle support.

It can be installed on Linux Caixa Mágica simply by selecting the package “task-video-editing” on the Synaptic package manager. All the dependencies are handled automatically.

Kdenlive's main window

A workflow manual is available in English and Portuguese.

A simple demo video, which is a remake of the famous and fabulous Transpotting intro, was also released and can be found below.

Linspotting from Caroline Pimenta on Vimeo.


The source RPMs, which may be useful for other distributions can be found here:

ftp://ftp.caixamagica.pt/15/oficial/SRPMS
ftp://ftp.caixamagica.pt/15/contribuicoes/SRPMS

We would like to highlight the high quality work delivered by projects like xine, kaffeine, mplayer, vlc, ffmpeg, mlt and kdenlive which are the building blocks of this easy to use certified solution.

Projecto Linspotting - Workflow de edição de vídeo em Linux Caixa Mágica

Está disponível para sistemas Linux em geral e com instalação particularmente simples em Linux Caixa Mágica 14 e 15 um conjunto de ferramentas que tornam possível a todos os utilizadores o acesso o um workflow completo de edição de vídeo. Esta iniciativa resulta de uma parceria entre a Angulo Sólido, Caixa Mágica e a jornalista Caroline Pimenta e reflecte o trabalho de grande qualidade dos diversos projectos Open Source da área de multimedia que ao longo de muitos anos têm construído componentes que hoje já se consideram indispensáveis. Todos os utilizadores poderão agora ter acesso a esta solução.

A solução disponibilizada centra-se no software Kdenlive e reúne um conjunto de utilitários que permitem a integração do mesmo com diferentes fontes de vídeo (captura firewire, decoding DVD, transcoding de H264, captura de ecrã, etc). Juntamente com o software foi disponibilizado um manual de workflow que reúne um conjunto de procedimentos essenciais ao bom desempenho das referências.


A instalação consiste apenas em seleccionar o pacote task-video-editing no gestor de pacotes Synaptic, garantindo que o mirror “contribuições” está activo. A partir daqui todo o software é instalado de forma automática. Estão disponíveis todas as funcionalidades necessárias a trabalho profissional incluindo: edição multifaixa, suporte para um conjunto alargado de formatos / codecs de entrada e saída (mp3, mpeg2, mpeg4, h264, DnxHD, Theora entre outros) e plataforma (ex: Vimeo, Youtube), conjunto extenso de efeitos e transições, captura de videos do ecrã, profiles de renderização adaptáveis e suporte para títulos / legendas.


Janela principal do Kdenlive


Pode fazer download do manual aqui.


Segue-se um pequeno vídeo de demonstração das potencialidades de edição que foi pela primeira vez apresentado a público no Encontro Nacional de Tecnologia Aberta – Linux 2010 e pretende ser um remake do fabuloso início do filme Trainspotting.



Linspotting from Caroline Pimenta on Vimeo.

sábado, 25 de setembro de 2010

A reentré em 3 actos

Por razões diversas entre as quais férias e picos de trabalho estivais, este blog passou a silly season de forma bastante silenciosa. No entanto, embora as razões deste silêncio não estejam ainda de todo neutralizadas, não queríamos deixar de deixar para reflexão um apanhado das muitas coisas importantes que se têm passado e noticiado ultimamente. Segue-se um resumo, em 3 actos.

Acto 1º - Tirem-me deste filme

A interoperabilidade Microsoft sponsored que tão bem funciona nos Press Releases continua a não mostrar resultados. Vejamos por exemplo a questão Silverlight/Moonlight: já lá vão 3 anos após o anúncio e de para que serve? Experimente-se por exemplo visitar o site Oceanlook para ver o plugin bloquear por completo e levar o browser com ele. Talvez seja devido ao Moonlight estar duas versões atrás do Silverlight! Como é evidente, não há um verdadeiro compromisso com a interoperabilidade. O que existem, são Press Releases, algumas bocas em blogs e um plugin que não dá garantias de funcionar na generalidade dos casos.

Quanto ao OOXML: Alex Brown o grande céptico da oposição ao OOXML e em larga medida promotor da sua aprovação, já veio dizer publicamente que afinal a Microsoft não tem feito nada do que prometeu (surprise!) e aparentemente mesmo antes de adoptar o ISO 29500 strict já introduziu extensões não documentadas no ISO 29500 Transitional.

Entretanto, mais um dia, mais uma vulnerabilidade no kernel. A mais recentemente encontrada é especialmente interessante porque já tinha sido corrigida em 2008 e a correcção foi revertida por razões que não se conhecem. É uma derrota "de secretaria" que nos vem mais uma vez lembrar que independente dos méritos técnicos das equipas a gestão da complexidade de projectos grandes é sempre um dos maiores desafios.

Acto 2º - Faça você mesmo

Richard Stallman, um adepto do DYI, resolveu dar espectáculo numa apresentação do European Patent Office na Austrália, aproveitando para dizer o que pensa sobre as patentes de software. Mais informação aqui.

Por cá, tanto o PCP como BE apresentaram propostas relacionadas com as TIC. Ambos os partidos apresentaram propostas para adopção de normas abertas (PCP, BE) e neutralidade na Internet (PCP, BE). O PCP apresentou ainda mais 3 propostas: uma relativa à criação de um Conselho Nacional para as TIC, outra para correcção da actual Lei do Ciber-crime e outra ainda para regulamentação da qualidade de serviço no acesso à Internet. Todo este trabalho é muito importante e demonstra a capacidade de análise e foco de alguns grupos parlamentares que, no que respeita às TIC, surpreende e impressiona pela positiva.

Acto 3º - Até que enfim

Os amigos do costume que durante anos a fio de teimosia nos brindaram com equipamento wireless que só funcionava via ndiswrapper, finalmente mudaram de ideias. Ao que parece os drivers para placas da Broadcom irão ser incluídos em futuras releases do kernel, podendo então o hardware ser posto a funcionar com mais facilidade.

E o próximo Encontro Nacional de Tecnologia Aberta, Linux 2010, vai ser já a 30 de Setembro contando com a presença da CEO da Canonical, Jane Silber. Terá certamente coisas interessantes para partilhar (mas não estão previstas declarações sexistas :) ). Mais informação aqui.



sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Airport wireless nonsense

In a world where flights cost from 60 EUR, where you can do web and sms based check-ins, where broadband is cheap and works well, where network electronics costs next to nothing, where smartphones and netbooks are standard and where 3G data roaming costs arms and legs ... which stubborn old-fashioned airport would try to charge passengers for wifi?

Strangely the answer is: most of them.

Weird as it seems major airports in Oslo, Stockholm, Hamburg, Lisbon, etc... want you to pay for the few megabytes of wifi connectivity you're able to use between flight connections. Others provide clumsy web kiosks to be fed with Euro coins. This is, or should be, a major embarrassment for any developed country as it represents the kind of impolite reception one does not expect from any other service. Speaking for mine: I feel embarrassed. But the problem is global, and deserves a bit of reflection.

For example, what would we think if airports started charging 1 Eur for the usage of luggage carts? Not that expensive but certainly very rude. What if we had to fill a form to open a water tap? Would be surely very inconvenient. Neither of these two situations would be acceptable, by European standards, even if being potentially profitable. That's because we accept certain implicit rules on the limits of what can be capitalized per unit of consumption. The costs of water and power are part of the average running costs of an airport, as they should be. So is the cost of gas, used for heating. But still, the water pressure, voltage and temperature must be kept at the right levels.


Why not the Internet then? Internet access is nowadays as standard as electrical power or running water. That's as everyone should see it. That's what the current generation of consumers expect. Why shouldn't we be able to answer a couple of emails or read some online news while waiting for a flight? Sounds a little harsh not to allow wifi access inside a large and professionally managed structure such as an airport, given the low cost of maintaining such a service. This is not only a matter of price, but also a mixture of convenience and politeness. No passenger wants to spend 10 of his 30 minutes of flight transfer figuring out how to use his credit card for spending a couple of Euros on yet another silly access point service.

So in the end I guess few people end up using these services. Few Euros are spent, few Euros are earned, some bits of work are delayed and a fast growing number of IT capable travelers gets deeply annoyed.

The situation, as it is, doesn't seem interesting to any of the parties: the passenger either doesn't use the service or must go through annoyances to pay for it, the airport doesn't look good in the picture and the service provider... well let's just say that no brand got more sticky in my brain than Telia Sonera in the last days. But that's the kind of brand awareness that wouldn't make their marketing department any happy.

Security may be an issue. Network managers running open networks can surely run into problems if their “anonymous users” are misbehaving on the Internet. However, authentication via First Name, Last Name and Ticket Number must be trivial to implement and enough to ensure that wifi enabled passengers can be identified before connecting.