Bom dia, boa tarde ou mesmo boa noite, consoante a hora a que interromperem os vossos importantíssimos afazeres para lerem este blog. Convidaram-me para publicar aqui um texto engravatado, mas depois do que vi os comentadores fazerem ao um simpático senhor que foi ao Tek dizer umas verdades optei pela t-shirt, calças de ganga e discurso a condizer. Talvez assim me tratem melhor nos comentários.
Sabem os estimados leitores qual é a coqueluche do momento? Não, não é essa! Pelo amor da Santinha, já ninguém aguenta ouvir falar da “cloud”. A “cloud” está para as TI como os “mercados” estão para a política: todos precisamos dela, ninguém sabe bem como funciona e à falta de melhor tema de conversa vai-se fazenda sala com esse.
A coqueluche do momento são as App Stores. Não se fala de outra coisa. É o Android Market, Windows Phone Marketplace, a iTunes App Store e agora a Mac App Store para Pcs e portáteis. Os engenhosos interfaces agora inventados permitem procurar entre milhares de aplicações e instalar software com 2 ou 3 cliques. Grande inovação! Faz mesmo lembrar algo que existe há vários anos no Ubuntu (e outros) de onde se podem encontrar e instalar desde os mais aborrecidos editores de texto às mais sofisticadas aplicações multimedia. Esta semelhança será, em princípio, coincidência. O que não é coincidência é que apenas 2 dias após a sua estreia, a aplicação gratuita nº1 na Mac App Store é precisamente uma aplicação Open Source chamada Mixxx que promete dar gás aos Djs digitais de todo o mundo. Esta aplicação veio enriquecer a Mac App Store sem que a Apple tivesse que mexer uma palha e os comentários falam por si. Já a Microsoft acaba de proibir aplicações Open Source no seu Marketplace para Windows Phone. Que ideia foi esta? Talvez tenha sido uma decisão emocional na linha da já famosa cadeira voadora.
Emocional e com os nervos em franja parece estar a Sony que, depois de unilateralmente ter limpado a opção “Other OS” da Playstation 3 por via de um upgrade do firmware, se faz agora de virgem ofendida ao ver que a comunidade repôs unilateralmente a referida opção. No meio da novela descobriu-se a master key da consola e o responsável de marketing da Sony acabou por retwitá-la sem saber o que estava a fazer. Para “resolver” o problema a empresa pretende levar a tribunal o utilizador George Hotz (também conhecido por Geohot) que entretanto aceita doações para a sua defesa. No caso Sony vs Geohot a empresa arrisca-se a fazer a mais triste figura alguma vez vista na Internet, várias ordens de grandeza acima da Ensitel no caso contra Jonasnuts. A minha doação já seguiu e as pipocas estão prontas. Pena ter comprado a televisão.
A última rubrica de hoje é o caso Drupal na Casa Branca. Pois é. A Casa Branca aderiu ao gestor de conteúdos da moda. Não se sabe se terá custado 100 000 EUR como o do Centenário da República mas ficou bonito e vê-se que levaram o assunto igualmente a sério: fizeram alterações ao código que foram devidamente remetidas à comunidade.
E por hoje é tudo. Vemos-nos um dia destes. Podem ir fazendo shutdown e se por acaso o sistema encravar desliguem no botão.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Tudo de ensaio - texto experimental
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Integrating Nagios with Firefox and SSH sessions
Unlike other monitoring systems Nagios presents a web-based interface which, by default, does not provide a way for directly acessing the monitored hosts.
Would it be nice to access Nagios from Firefox and have it launch SSH (or other connections) with a single click? Definitely. Let's see how it's done.
1. Register the ssh:// protocol on Firefox
In the past external handlers were registered via user preferences. From version 3 onward, Firefox honors whatever is registered with gconf. Run the following commands as regular user:
gconftool-2 -s /desktop/gnome/url-handlers/ssh/command '/usr/local/AS/bin/dossh.sh %s' --type StringUpdate: this will not work on GNOME 3 and Unity based systems, like Ubuntu 12.04. For such systems add a new firefox preference in about:config
gconftool-2 -s /desktop/gnome/url-handlers/ssh/enabled --type Boolean true
gconftool-2 -s /desktop/gnome/url-handlers/ssh/needs_terminal --type Boolean false
network.protocol-handler.expose.ssh=falseThis will allow you to manually choose a handler application the first time an ssh:// URL is clicked.
2) Write a helper script to launch SSH sessions
The first command includes the path to a helper script that launches the SSH session. In our case the dossh.sh script is as follows:
#!/bin/bashYou can adapt the script to use a different terminal (adapting its arguments as well), to assume a predefined user so that the username doesn't have to be typed everytime, to accept arguments for other SSH features (ex: portforwarding) and so on. If you have SSH public key distribution in place, you may even login without being prompted for a password.
ARGS=`echo $@ | sed -e "s/%20/ /g"`
REMOTEHOST=`echo $ARGS | awk '{ print $1 }' |sed -e "s/ssh:\/\///"`
REMOTEPORT=`echo $ARGS | awk '{ print $2 }'`
if [ "x$REMOTEPORT" = "x" ]; then
REMOTEPORT=22
fi
TERMINAL=xterm
ARGS="-fn 9x18 -fg white -bg black -T $REMOTEHOST"
export REMOTEHOST
export REMOTEPORT
$TERMINAL $ARGS -e 'echo -n "Username: " ;read REMOTEUSER; ssh $REMOTEHOST -p $REMOTEPORT -l $REMOTEUSER'
3) Let Nagios add a special ssh:// URL next to the regular host URL
For this to happen your hosts must include the hostexinfo section in their definition. Please refer to the following example to understand how the action_url parameter creates the special URL:
define host {
use generic-host
host_name vmserver01.intranet
alias vmserver01
address vmserver01.intranet
check_command zoneedit-check-host-alive
max_check_attempts 10
notification_interval 120
notification_period 24x7
notification_options d,u,r
}
define hostextinfo{
use server
host_name vmserver01.intranet
notes CentOS 5.4
action_url ssh://$HOSTNAME$ PORT
}
Note that $HOSTNAME$ is actually to be written with the dollar signs around whereas PORT should be replaced by the port sshd runs on on the particular machine. If the port number is not present the script will assume port 22.
Once this is done, and Nagios is restarted a new icon will appear next to each host. This icon represents a link of the form ssh:// which is handled by the script defined in step 2).
4) Prevent Firefox from opening a new TAB each time you try to launch an SSH session
By default Nagios creates the new ssh:// links with a target=_blank parameter. This causes a new tab to open on each click. To fix it, you should be able to add or change the following line in the cgi.cfg configuration file:
action_url_target=_self
This option, even if correct according to Nagios documentation, seems to be ignored in our setup. An alternative solution, that works really well, is installing this Greasemonkey script, that gets rid of all the intruse HTML _blank targets.
5) Conclusion:
Nagios can be integrated with Firefox to automate the startup of SSH sessions. The user experience is certainly much better this way. The idea presented here can be adapted and extended. For example, the dossh.sh script can be tweaked so that certain local ports are automatically forwarded by ssh so that we can connect to hosts behind Linux gateways using rdesktop, Firefox, XWindows, FreeNX, VMWare and so on.
sábado, 8 de janeiro de 2011
A viagem do Elefante
Estava-se no dia do comunicado. Talvez a dita associação saiba o que diz. Mais vale comprar ou alugar o filme online, pensou, do que ir catar torrents e legendas e apanhar uma seca valente até conseguir ter algo que se veja. E assim sempre ganham qualquer coisa. Foi animado deste sentimento despesista que se dirigiu o intrépido internauta ao site da associação. Com o MBNET em punho e os EUR a querem saltar da conta como pipocas no microondas, o sangue fervia-lhe nas veias com a expectativa de obter de forma cómoda o mais recente blockbuster. Vai-se a ver e a ideia não era essa. Era outra diferente. A ideia, se é que a esta pré-histórica lembrança se pode sequer chamar ideia, era despir o pijama, descer as escadas, dar corda ao motor para rumar a um tal de clube, escolher um filme, a seguir levá-lo para casa e voltar mais tarde para entregá-lo. Do site constavam 4 ou 5 dos tais clubes de diferentes zonas do país. Incrédulo, esfregou os olhos. Foi ver melhor. O site já estava em baixo.
A meio da estridente gargalhada lembrou-se dos problemas com o DRM dos ebooks e das BDs do Achille Tallon que já não se conseguem comprar em Português, salvo em edição pirata digitalizada e impressa por conta própria. Lembrou-se dos sites das televisões nacionais em que encontrar seja o que fôr é fácil para o Sherlock Holmes e do tvtuga.com em que – legal ou não – tudo aparece organizado e a funcional. Lembrou-se do Ensitelgate e da guerra da Sony com os utilizadores da Playstation 3. Acercou-se de si a ideia de que as comunidades se organizam para pôr a funcionar as coisas que lhes dão jeito. A esta, juntou-se a impressão de que algumas corporações não querem vender as coisas de que as pessoas gostam. Querem, ao que parece, vender o que lhes convinha que as pessoas gostassem. Veja-se, por exemplo, como era bom se as pessoas gostassem de comprar MP3 com protecção de cópia ou achassem que gravar filmes numa box cujo disco rígido pode avariar a qualquer momento, sem que do conteúdo se possa fazer um backup, é uma ideia genial.
Sorriu imaginando-se a levar o país ao mecânico apenas para ouvir a resposta: "olhe que não tem arranjo, agora só um país novo". "Guardou" o MBNET e puxou do Vuze.
Isto de sugerir aos outros façam o contrário do que querem nem sempre é uma ciência exacta. Torna-se difícil quando os outros são muitos ou quando são teimosos. É quase sempre mais fácil cobrar do que contrariar. Está claro que para cobrar é preciso prestar serviço e se o serviço de aluguer ou compra de filmes online existisse em Portugal haveria moral para condenar quem o não usasse. Mas se o serviço de aluguer de filmes obriga a uma mensalidade fixa (MEO, etc) ou a despir o pijama e ligar o carro, creio ser seguro afirmar que os internautas já têm um melhor. É um que não demorou 10 anos a aparecer.
No fundo, o problema dos internautas gostarem da Internet, e portanto de fazer downloads, é semelhante ao dos gourmets gostarem de comida, ou dos fanáticos da ferrovia gostarem de andar de comboio, com a diferença que aos demais nenhuma associação ainda tentou tapar a boca ou bloquear um túnel a meio da viagem. Interrogo-me se um dia alguém quererá proibir os comboios e obrigar-nos, por decreto, a ir ao Porto de elefante. Seria um inaceitável retrocesso pela lentidão e desconforto mas também uma fraca ideia de negócio já que hoje em dia se vendem muitos bilhetes de comboio.
E quem nunca esteve de trombas que atire a primeira pedra.
“Enrolando com a tromba uma porção de forragem que bastaria para satisfazer o primeiro apetite de um esquadrão de vacas, salomão, apesar da sua vista curta lançou-lhes um olhar severo, dando claramente a entender que não era um animal de concurso, mas sim um trabalhador honrado a quem certos infortúnios, que seria demasiado longo relatar aqui, haviam deixado sem trabalho […].”

terça-feira, 21 de dezembro de 2010
3 anos deste blog
Começámos a 12 de Dezembro de 2007 com o objectivo de ter um meio de comunicação mais informal para interacção com a comunidade Open Source. A Angulo Sólido, enquanto entidade com fins lucrativos, não se esquece da comunidade que lhe deu (quase) todas as ferramentas que tem e por isso mesmo faz questão de partilhar com todos algum do conhecimento acumulado ao longo de vários anos de existência.
Ao longo destes 3 anos tem-se investido algum esforço em contribuir com procedimentos, scripts, tutoriais e pontos de vista. É agora altura de fazer um apanhado informal de alguns factos importantes da nossa interacção com a comunidade.
Top ten
Das quase 30 000 visitas que tivemos até agora, o Top Ten dos posts mais populares é o seguinte:
Agregando alguns temas deste top 10 ficamos com 7687 visitas relacionadas com o projecto Linspotting, 4569 sobre o problema do Firefox 3 + GTK 2.10 e 2341 da temática de integração de aplicações legacy em ambientes Linux. Todos os posts do top 10, à excepção do "Programas eleitorais vs Tecnologia Aberta" foram referenciados por sites internacionais e portanto acumularam visitas de diferentes países.
As nossas escolhas
Fora do Top Ten apresentado acima existem alguns posts que na nossa opinião têm especial interesse. Fizemos uma selecção informal para a comemoração dos 3 anos do blog realçando posts de diferentes categorias.
Para a categoria de política escolhemos
Things have names, changes have reasons
Este post versa sobre a polémica à volta dos zigue-zagues de European Interoperability Framework 2.0, assunto a que voltaremos brevemente.
Para a categoria de (bom ou mau) humor selecionamos
File sharing em Português Suave - artigo de verão
Para a categoria de primeiro de Abril temos
Internet Explorer 6 disponível para Linux e Mac
E para a categoria de irritações crónicas escolhemos
Gente com fibra
Comunicações em Português Suave - artigo de inverno
Browsers e SOs
No que respeita às estatísticas de browsers e sistemas operativos nada faria esperar que este blog andasse perto dos valores de referência de mercado. No entanto, é sempre interessante observar a análise do Google Analytics. O Firefox representa 55% dos acessos e a plataforma Linux 44% dentro dos SOs.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Normas abertas em discussão na Assembleia da República
A ESOP tomou posição em comunicado (PT, EN). A notícia foi publicada no Obervatório Open Source da União Europeia (link) e em diversos sites nacionais e internacionais.
Agora que toda a gente fala de "inovação e competitividade" será interessante ver quem está disposto a tomar uma simples medida concreta que nos empurre nessa direcção. A ESOP apresentou uma compilação de afirmações proveniente de alguns dos países mais desenvolvidos da Europa que vale a pena consultar (link).
Neste momento não é ainda conhecido o sentido de voto dos partidos maiores - PS e PSD - mas é importante ter em mente que a adopção das Normas Abertas é uma promessa eleitoral do PS, conforme se pode constatar na resposta enviada à ANSOL antes das últimas eleições legislativas: "O Partido Socialista defende a utilização de Normas Abertas e a interoperabilidade".
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Bridged mode for dummies
Este assunto foi abordado num post relacionado com a Vodafone Portugal, referindo-se a um problema agora em vias de resolução. O presente artigo explicará sucintamente a importância da configuração em modo bridged, importância essa que lamentavelmente tem sido esquecida por diversos operadores. Suspeita-se, ainda que sem bases científicas, que haja na génese destas situações mais dedadas de gestores do que de Engenheiros de redes... Seja como for segue-se a justificação detalhada de quem gere largas dezenas de acessos à Internet com equipamento certificado e baixíssima taxa de falhas.
Para começar uma questão conceptual:
O cliente tem direito ao IP público, a fazer dele o que quiser e atribuí-lo ao equipamento que preferir. O IP público é o ponto central de um acesso à Internet. E o modo bridged já existia muito antes de os routers com NAT serem sequer um equipamento banal de consumo. Se o ISP só fornece o IP público amarrado a um equipamento bloqueado está à partida a oferecer meio serviço!
Passando a questões mais práticas que afectam as empresas fornecedoras de TI, ou pelo menos as que se esforçam por prestar serviços que não falham.
1) Uniformidade
Empresas que fornecem serviços de TI têm a sua performance influenciada pela capacidade de efectuar configurações standard com a menor probabilidade de erro humano possível. No entanto, não podem impedir os clientes de escolherem o seu acesso à Internet da forma que o entenderem. É bom de ver que se cada cliente tiver um modelo de router diferente (seja cabo, adsl, fibra, etc) as configurações que possam ser necessárias para acesso remoto (port forwarding, dns dinâmico, etc) não se conseguem uniformizar. Torna-se virtualmente impossível educar uma equipa e cada configuração/modificação torna-se um processo ad-hoc, que pelos riscos inerentes a tudo o que é ah-hoc, obriga a deslocações de pessoal qualificado.
Resultado: sobem os custos e desce a qualidade.
2) Estabilidade
No mesmo cenário referido em 1), se cada cliente tem um modelo de router diferente como se consegue ter garantias de estabilidade? Qual o tempo médio entre falhas do equipamento? Qual o número de ligações TCP simultâneas que consegue gerir sem esgotar a memória?
Sempre que o equipamento falha o telefone toca e diz-nos "não temos Internet" com as óbvias consequências para a nossa imagem e os inaceitáveis procedimentos de "reset ao equipamento".
Resultado: serviço de pior qualidade com comportamento pouco previsível.
3) Funcionalidade
Ainda tendo em mente o cenário anterior, que funcionalidades terá o router entregue pelo ISP? Suporta configurações de QoS? Podem fazer-se ajustes finos nas regras de firewall? Suporta dns dinâmico? Permite ser cliente ou servidor de VPN? Tem watchdog para o reiniciar automaticamente em caso de bloqueio?
Resultado: limitações de performance, de funcionalidade e segurança.
Todos os pontos referidos deixam clara uma coisa: a única forma de prestar serviços de elevada qualidade é ter sempre o mesmo modelo de router IP/ethernet em uso, independentemente do ISP. Para isso é necessário ter o acesso em modo bridged mantendo como único ponto variável o modem, que traduz do nível físico Ethernet para o nível físico da ligação (ADSL, Fibra, Cabo,...).
Assim, e recorrendo à elementar lógica de inversão, concluímos que todo o ISP cujo equipamento não permite funcionamento em bridged é incompatível com a prestação de serviços do patamar de qualidade pelo qual nos nivelamos. Este patamar é o do uptime medido em anos, não em semanas.
Como nota final, antes que comecem a dizer que isto interessa apenas uma pequena percentagem de clientes, refiro apenas que os ISPs deviam amar-nos, receber-nos em passadeiras vermelhas e pôr hospedeiras de mini-saia a servir-nos canapés. Isto porque os clientes que lhes fazemos chegar são aqueles que nunca lhes ligam antes de falar connosco, seja porque razão for. E nós só abrimos avarias quando sabemos exactamente que a falha está do lado do ISP. E quando o fazemos é com um report objectivo (falha de sincronismo, packet loss, ...). Haverá cliente mais rentável do que o que paga todos os meses, só se queixa quando tem razão e quando o faz vai directo ao assunto? Soma-se a isto não ter aplicações P2P ligadas 24/7 a ocupar largura de banda...
Resta portanto saber como se recompensa os melhores clientes: com equipamentos bloqueados! Talvez um dias as coisas mudem. Se o argumento acima não convence talvez a inspiração do nosso especialista em redes favorito possa ajudar ...
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Linspotting FAQ

The Linspotting project had a great overall reception from all over the world. This is both rewarding and motivating. However, since not all sides of the project were entirely understood we leave here a simple FAQ for reference.
1) What is the Linspotting project?
A meta-package for Linux Caixa Magica, a certification, a video editing workflow manual (EN and PT) and a demo video. See the full explanation here.
2) Is the video a commercial for Linux?
No it is not. The video is an ironic view over the way Linux / Open Source works. It's meant for a niche, not for a general audience.
3) "I don't get the message"
The video has quite some subtleties. To fully get it it helps if:
- you've seen Trainspotting (awesome movie...)
- you are familiar with the Linux "ecosystem"
Bonus points, if you understand Portuguese.
4) Can I install "Linspotting" on other Linux distributions?
You want to install Kdenlive not Linspotting. On other distributions you don't get the formal certification of the package set that is needed for a full workflow (kdenlive, mlt, ffmpeg, etc) but Kdenlive should work nicely. There's nothing stopping other Linux distributions from certifying video editing as well.
5) Is Linux / Kdenlive suitable for professional video editing?
Yes.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Vodafone ADSL - os trapalhões em Portugal
Este blogue é sereno. Não se exalta. Não perde a compostura. Mede as palavras. Chega até a ser politicamente correcto. Disto decorre, como entenderão, o uso da expressão "trapalhões". Atendendo à sua definição, facilmente concordaremos que, se bem que porventura deficitária na intensidade, a palavra tem pelo menos o sentido apropriado.
Como qualificar quem demora semanas para efectuar um processo de 5 minutos? É tentador disparar um "preguiçoso". Mas seria injusto falar de preguiça já que se trata de trabalhar semanas a fio. Os resultados? Esses tardam e por vezes falham.
A Vodafone Portugal decidiu no seu serviço ADSL presentear os utilizadores com um modem bloqueado (Thomson Speedtouch 516v6) que não faz modo bridged, com a configuração de origem. Ora, o modo bridged (absolutamente essencial para quem quer ter routers IP fiáveis e normalizados ao longo de dezenas de clientes independentemente do ISP de cada um) é algo de configuração trivial em qualquer modem/router normal. Mas não para a Vodafone Portugal. Não só o modem não o suporta de origem como o processo de configuração que a Vodafone Portugal propõe é de tal forma anedótico, que por vezes nos interrogamos se será real.
Claro está, que se optarmos por contornar o referido processo configurando em 5 minutos um modem decente (ex: Huawei Smartax MT882) ao primeiro problema que exista na linha a Vodafone Portugal prontamente se descartará de responsabilidades.
Então como funciona o processo que a Vodafone propõe para resolver o problema?
1. ligar o modem à linha
2. enviar um email à Vodafone Portugal solicitando que configure o modem em bridged
3. sleep (24h)
4. aguardar que nos liguem de volta
5. correr um wizard no interface web do modem por sugestão da linha de apoio
6. testar
7. se não funcionar comunicar esse facto à linha de apoio e voltar ao passo 3.
8. done
Sobre este extraordinário cupcake jazem ainda algumas cerejas.
Para começar, nunca ninguém sabe estimar quanto tempo irá demorar a configuração pela parte da Vodafone Portugal. Isto porque a "ordem" de configuração é enviada por um sistema central que não dá previsões, muito embora "possa demorar até 24 horas" (sic) para enviar um par de kbytes por uma rede da banda larga. Por outro lado, o avançadíssimo computador central que configura os modems parece ser operado por um misterioso departamento clandestino, que não não só não comunica com os clientes como não comunica com os supervisores do helpdesk, com quem os clientes - exasperados - acabam por ter que falar quando se apercebem que vão ficar semanas sem usar a linha. Uma vez concluída a suposta configuração a Vodafone também não sabe verificar se ficou bem feita e pede ao cliente que execute um wizard (mas nem sempre) e depois teste. De cada vez que há uma falha a granularidade da espera para novo teste (presencial!) acaba por ser próxima das 24h. Por vezes "os modems rejeitam as configurações" (sic). Outras vezes o comercial que quer vender o serviço tem contactos internos e resolve o assunto com um telefonema. Outras ainda os clientes desistem do serviço.
Já os funcionários da linha de apoio não fazem melhor porque não podem. Uns até se esforçam para ajudar mas não têm meios para resolver nada. Outros parecem ter saído directamente do youtube.
E tudo isto para fazer algo que demoraria 5 minutos? Sim. A Vodafone Portugal, parece ter querido evitar que os utilizadores configurassem o modem como lhes desse mais jeito. Talvez para poupar em esforço de assistência? E assim, acabou a implementar um processo Kafkiano cuja técnica não domina e deixa a empresa ridicularizada em frente ao segmento de utilizadores profissionais que sabem exactamente o que precisam para oferecer um bom serviço aos clientes. E o que mais chateia é que, uma vez a funcionar, o serviço é bom e o custo é justo.
Cause I like you,
Yeah I like you.
And I'm feeling so Bohemian like you,
Yeah I like you,
Yeah I like you,
And I feel wahoo, wahoo, wahoo!
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
The Linspotting project - Linux video editing workflow ready for action
The solution includes most features expected in professional video editing packages, such as: multi-track editing, support for a wide range of formats and codecs (mp3, mpeg2, mpeg4, DnxHD, Theora and others) and platforms (eg, Vimeo, Youtube), an important set of effects and transitions, support for screen captures, custom rendering profiles and subtitle support.
It can be installed on Linux Caixa Mágica simply by selecting the package “task-video-editing” on the Synaptic package manager. All the dependencies are handled automatically.
A workflow manual is available in English and Portuguese.
A simple demo video, which is a remake of the famous and fabulous Transpotting intro, was also released and can be found below.
Linspotting from Caroline Pimenta on Vimeo.
The source RPMs, which may be useful for other distributions can be found here:
ftp://ftp.caixamagica.pt/15/oficial/SRPMS
ftp://ftp.caixamagica.pt/15/contribuicoes/SRPMS
We would like to highlight the high quality work delivered by projects like xine, kaffeine, mplayer, vlc, ffmpeg, mlt and kdenlive which are the building blocks of this easy to use certified solution.
Projecto Linspotting - Workflow de edição de vídeo em Linux Caixa Mágica
A solução disponibilizada centra-se no software Kdenlive e reúne um conjunto de utilitários que permitem a integração do mesmo com diferentes fontes de vídeo (captura firewire, decoding DVD, transcoding de H264, captura de ecrã, etc). Juntamente com o software foi disponibilizado um manual de workflow que reúne um conjunto de procedimentos essenciais ao bom desempenho das referências.
A instalação consiste apenas em seleccionar o pacote task-video-editing no gestor de pacotes Synaptic, garantindo que o mirror “contribuições” está activo. A partir daqui todo o software é instalado de forma automática. Estão disponíveis todas as funcionalidades necessárias a trabalho profissional incluindo: edição multifaixa, suporte para um conjunto alargado de formatos / codecs de entrada e saída (mp3, mpeg2, mpeg4, h264, DnxHD, Theora entre outros) e plataforma (ex: Vimeo, Youtube), conjunto extenso de efeitos e transições, captura de videos do ecrã, profiles de renderização adaptáveis e suporte para títulos / legendas.
Janela principal do Kdenlive
Pode fazer download do manual aqui.
Segue-se um pequeno vídeo de demonstração das potencialidades de edição que foi pela primeira vez apresentado a público no Encontro Nacional de Tecnologia Aberta – Linux 2010 e pretende ser um remake do fabuloso início do filme Trainspotting.
Linspotting from Caroline Pimenta on Vimeo.
sábado, 25 de setembro de 2010
A reentré em 3 actos
Acto 1º - Tirem-me deste filme
A interoperabilidade Microsoft sponsored que tão bem funciona nos Press Releases continua a não mostrar resultados. Vejamos por exemplo a questão Silverlight/Moonlight: já lá vão 3 anos após o anúncio e de para que serve? Experimente-se por exemplo visitar o site Oceanlook para ver o plugin bloquear por completo e levar o browser com ele. Talvez seja devido ao Moonlight estar duas versões atrás do Silverlight! Como é evidente, não há um verdadeiro compromisso com a interoperabilidade. O que existem, são Press Releases, algumas bocas em blogs e um plugin que não dá garantias de funcionar na generalidade dos casos.
Quanto ao OOXML: Alex Brown o grande céptico da oposição ao OOXML e em larga medida promotor da sua aprovação, já veio dizer publicamente que afinal a Microsoft não tem feito nada do que prometeu (surprise!) e aparentemente mesmo antes de adoptar o ISO 29500 strict já introduziu extensões não documentadas no ISO 29500 Transitional.
Entretanto, mais um dia, mais uma vulnerabilidade no kernel. A mais recentemente encontrada é especialmente interessante porque já tinha sido corrigida em 2008 e a correcção foi revertida por razões que não se conhecem. É uma derrota "de secretaria" que nos vem mais uma vez lembrar que independente dos méritos técnicos das equipas a gestão da complexidade de projectos grandes é sempre um dos maiores desafios.
Acto 2º - Faça você mesmo
Richard Stallman, um adepto do DYI, resolveu dar espectáculo numa apresentação do European Patent Office na Austrália, aproveitando para dizer o que pensa sobre as patentes de software. Mais informação aqui.
Por cá, tanto o PCP como BE apresentaram propostas relacionadas com as TIC. Ambos os partidos apresentaram propostas para adopção de normas abertas (PCP, BE) e neutralidade na Internet (PCP, BE). O PCP apresentou ainda mais 3 propostas: uma relativa à criação de um Conselho Nacional para as TIC, outra para correcção da actual Lei do Ciber-crime e outra ainda para regulamentação da qualidade de serviço no acesso à Internet. Todo este trabalho é muito importante e demonstra a capacidade de análise e foco de alguns grupos parlamentares que, no que respeita às TIC, surpreende e impressiona pela positiva.
Acto 3º - Até que enfim
Os amigos do costume que durante anos a fio de teimosia nos brindaram com equipamento wireless que só funcionava via ndiswrapper, finalmente mudaram de ideias. Ao que parece os drivers para placas da Broadcom irão ser incluídos em futuras releases do kernel, podendo então o hardware ser posto a funcionar com mais facilidade.
E o próximo Encontro Nacional de Tecnologia Aberta, Linux 2010, vai ser já a 30 de Setembro contando com a presença da CEO da Canonical, Jane Silber. Terá certamente coisas interessantes para partilhar (mas não estão previstas declarações sexistas :) ). Mais informação aqui.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Airport wireless nonsense
Strangely the answer is: most of them.
Weird as it seems major airports in Oslo, Stockholm, Hamburg, Lisbon, etc... want you to pay for the few megabytes of wifi connectivity you're able to use between flight connections. Others provide clumsy web kiosks to be fed with Euro coins. This is, or should be, a major embarrassment for any developed country as it represents the kind of impolite reception one does not expect from any other service. Speaking for mine: I feel embarrassed. But the problem is global, and deserves a bit of reflection.
For example, what would we think if airports started charging 1 Eur for the usage of luggage carts? Not that expensive but certainly very rude. What if we had to fill a form to open a water tap? Would be surely very inconvenient. Neither of these two situations would be acceptable, by European standards, even if being potentially profitable. That's because we accept certain implicit rules on the limits of what can be capitalized per unit of consumption. The costs of water and power are part of the average running costs of an airport, as they should be. So is the cost of gas, used for heating. But still, the water pressure, voltage and temperature must be kept at the right levels.

Why not the Internet then? Internet access is nowadays as standard as electrical power or running water. That's as everyone should see it. That's what the current generation of consumers expect. Why shouldn't we be able to answer a couple of emails or read some online news while waiting for a flight? Sounds a little harsh not to allow wifi access inside a large and professionally managed structure such as an airport, given the low cost of maintaining such a service. This is not only a matter of price, but also a mixture of convenience and politeness. No passenger wants to spend 10 of his 30 minutes of flight transfer figuring out how to use his credit card for spending a couple of Euros on yet another silly access point service.
So in the end I guess few people end up using these services. Few Euros are spent, few Euros are earned, some bits of work are delayed and a fast growing number of IT capable travelers gets deeply annoyed.
The situation, as it is, doesn't seem interesting to any of the parties: the passenger either doesn't use the service or must go through annoyances to pay for it, the airport doesn't look good in the picture and the service provider... well let's just say that no brand got more sticky in my brain than Telia Sonera in the last days. But that's the kind of brand awareness that wouldn't make their marketing department any happy.
Security may be an issue. Network managers running open networks can surely run into problems if their “anonymous users” are misbehaving on the Internet. However, authentication via First Name, Last Name and Ticket Number must be trivial to implement and enough to ensure that wifi enabled passengers can be identified before connecting.
domingo, 4 de julho de 2010
Adeus Microsoft, Olá bom senso
Uma vez que defende a intervenção da tutela na promoção de “desenvolvimento sustentável e criação de valor local” e está preocupado com problemas de concorrência e situações de “produto único”, seria interessante saber o que pensa João Paulo Girbal sobre o acoplamento forçado entre equipamentos e sistemas operativos que a Microsoft tem promovido anos a fio com a cumplicidade de marcas como a Toshiba, HP, Sony, etc, sob a passividade e inacção da nossa Autoridade da Concorrência. Será ficção? Não é. Basta ver que no momento em a força do monopólio foi muito timidamente aliviada (projecto e-escolas apenas uma marca, a INSYS, tinha oferta Linux Caixa Mágica, porque todas as restante se opuseram) logo a oferta “alternativa” vendeu dezenas de milhares de unidades.
Isto para não relembrar o saga ODF / OOXML. Ou a fantochada multiplataforma do Silverlight com a pretensa implementação da Novell que está constantemente desactualizada. Tais situações certamente desagradam a JPG. É que a Microsoft tem perseguido, por todos os meios, precisamente aquilo que JPG actualmente não aprova. E, para satisfação da própria, a tutela não tutela e o consumidor nem sempre se apercebe.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
PHP, FCGID and Apache - a confusion of upload related limits
Things get more difficult if we are talking about shared hosting on an apache + mod_fcgid + php environment, as there are several different parameters to be tuned in order for large uploads to work.
As far as we could see, there's a lot of people hitting different limits in their applications and looking for solutions, but no handy summary of where to make the necessary changes.
Architecture recap
Traditionally the PHP interpreter ran inside the apache process. Apache would load the PHP library (mod_php.so) and use it to parse the PHP based pages. Using a wrapper for the execution of PHP opens new possibilities. This is how the mod_fcgid developers see their approach to the problem:
mod_fcgid is a high performance alternative to mod_cgi or mod_cgid, which starts a sufficient number instances of the CGI program to handle concurrent requests, and these programs remain running to handle further incoming requests. It is favored by the PHP developers, for example, as a preferred alternative to running mod_php in-process, delivering very similar performance.
Not going into lengthy performance discussions (performance is cheap these days) we see see security as the main reason for adopting a mod_fcgi based architecture. In fact, it can be combined with SuExec to have each apache virtual host executing PHP as a different user. This is truly a life saver in terms of preventing damage and analyzing evidence from hacking attempts.
A detailed howto can be found here. A very nice tool for web hosting that integrates Apache, PHP and SuExec on RHEL/CentOS can be found here.
Time related parameters
The following PHP variables are involved:
max_execution_time - This sets the maximum CPU time in seconds a script is allowed to run
max_input_time - This sets the maximum time in seconds a script is allowed to parse input data, like POST, GET and file uploads
These variables can be tuned on the vhost specific php.ini file, eg
/home/DOMAINNAME/etc/php/php.ini
The exact path to each php.ini depends on your system.
The following Apache and mod_fcgid variables are also involved and should be appropriately set in the vhost directive in httpd.conf:
Timeout - Apache variable that is used for several different things, including "the length of time to wait for output from a CGI script". This defaults do 300 seconds and is used at apache level regardless of how PHP or other scripts are configured.
IPCCommTimeout / FcgidIOTimeout - This is specific to mod_fcgid and does NOT override any other settings. The default is 40 seconds
Notes: FcgidIOTimeout replaces the initial IPCCommTimeout for the same purpose. See the definition here. There is a bug related to mod_fcgid 2.2.x explained here.
Thus, if, from the client upstream bandwidth and the file sizes to support, the expected upload time is up to 10 minutes, you should set on php.ini
max_input_time = 600
and on the corresponding vhost on httpd.conf
IPCCommTimeout 600For example, if the client wants to upload 50MB over an ADSL line with an announced upstream rate of 1Mbps, the upload time in ideal conditions would be:
Timeout 600
t = ( 50 * 1024 * 1024 * 8 ) / (1 * 1000 * 1000 * 0.8 ) ~ 524.29 s
In the previous formula 0.8 roughly accounts for the ADSL overhead and it is assumed that traffic on the ADSL "neighborhood" is low enough not to interfere with this file transfer.
As for max_execution_time it is harder to estimate as it's CPU time (ie, only counts when the process is actually running, not waiting for I/O) but you can start using the default which is 30. Depending on the total server load this may or may not have to be changed.
Size related parameters
The following PHP variables are involved:
upload_max_filesize - The maximum size of an uploaded file via PHP (uses HTTP upload)
post_max_size - Sets max size of post data allowed. This setting also affects file upload. To upload large files, this value must be larger than upload_max_filesize.
memory_limit - the memory limit for individual PHP scripts
Thus, to support files up to, say, 50M you should set something like:
post_max_size = 51M
upload_max_filesize = 50M
The memory_limit value is harder to estimate as it depends on what the script does with the file. For example for roundcube there was a popular bug regarding the amount of memory consumed by attachments (see here) but generally applications aren't so demanding.
The PHP documentation recomends memory_limit larger than post_max_size, so as a rule of thumb starting with 16 + post_max_size (16M is the default PHP value) should be enough. However, we think the documentation is wrong / outdated. To run things tight one can perfectly start with the default value of 16M and see if anything fails. Examining error_log will make clear if the script runs out of memory:
[warn] mod_fcgid: stderr: PHP Fatal error: Allowed memory size of 8388608 bytes exhausted (tried to allocate 4864 bytes)...
During our tests we realized that a simple file management web application could upload large files under the default PHP 16M memory_limit without any problems (tested on RHEL with php 5.1 - see similar comments here, here, and here).
Other parameters
The apache directive LimitRequestBody can also prevent large uploads. However, it defaults to 0 and is usually not present on httpd.cond, which means no limit is enforced by default.
References
max_execution_time
max_input_time
upload_max_filesize
post_max_size
memory_limit
Timeout (apache)
LimitRequestBody (apache)
FcgidIOTimeout (mod_fcgid)
PHP File Uploads
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terça-feira, 29 de junho de 2010
Momento Zen
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quarta-feira, 14 de abril de 2010
Gente com fibra
Diz-se que a comunicação da malta das comunicações não é famosa. Pode ser verdade (ainda não foi desmentido) mas se calhar não é só isso que conta. Ao que se diz, toda a gente merece uma segunda oportunidade: "já que não é inteligente, ao menos seja bonita" ou "já que não sabe falar, que ao menos tenha bom aspecto". Será esse o caso? Este blog foi ver os enredos e concluiu que rolos maiores do que nas cabeças de helpdesk só mesmo no esparguete de fibra e cabos com que as telecomunicações de última geração adornam as melhores fachadas de Lisboa. E o resultado, naturalmente, não é bonito.
Segue-se uma mini reportagem fotográfica, no coração da capital.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Comunicações em Português Suave - artigo de inverno
Votos de uma agradável leitura e um breve Inverno sem falhas de comunicação.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Firefox 3.6 na Caixa Mágica 12 e 14
Está disponível via Apt / Synaptic / Sofware Updater o Firefox 3.6 para a Caixa Mágica 12. Isto significa que os milhares de utilizadores das escolas (eescolas, Kit Tecnológico da Educação), individuais ou de empresas terão uma forma rápida e simples de fazer a actualização. Está igualmente disponível o Firefox 3.6 para Caixa Mágica 14 desde que o repositório das contribuições esteja activo (na CM14 o update oficial ainda é da série 3.0.0.x).
Como esta versão do Firefox representa um avanço considerável sobre as anteriores (performance, personas e estabilidade...) achamos o facto digno de menção.
Firefox 3.6 com o tema Crystal Chromequarta-feira, 27 de janeiro de 2010
testing Gigabit Ethernet networks with Linux laptops
Whereas testing a 100Mbit LAN is somewhat of a trivial task, testing Gbe is a bit trickier since harddrive to memory transfers can't keep up with such rates. Fortunately, we can put it to test using two Linux laptops with Gbe network interfaces. The process involves creating a reasonably large ramdisk on each laptop (the default size is not enough) and tranferring information between ramdisks using netcat. One laptop should be connected directly to the switch and the other one will be connected to each wall plug.
Here's a brief recipe of how to perform the test.
Preparing ramdisks on both the sender and receiver
- boot with option on lilo or grub: ramdisk_size=5000000
- login as root and issue:
mknod -m 660 /dev/ram b 1 1
mkfs.ext2 /dev/ram
mount -t ext2 /dev/ram /mnt/ramdisk
cd /mnt/ramdisk
On the sender generate a random file with dd
dd if=/dev/urandom of=/mnt/ramdisk/file.bin bs=1k count=500k(dd will stop if the ramdisk is smaller than needed and will output the created file size)
Prepare the receiver to accept the file via netcat
nc -lp 1234 >file.bin
On the sender side push the file and measure the transfer time
time cat file.bin | nc RECEIVER_IP 1234
The send+receive steps should be repeated a number of times for each wall plug to check for stability of the measured times. The file transfer rate is then computed easily as
file transfer rate [MB/s] = (FILE SIZE [MB] ) / AVERAGE TIME
The network transfer rate is obtained by taking into account the Ethernet + TCP/IP overhead introduced by netcat, which is around 5%
network transfer rate [Mbps] = [ (FILE SIZE [MB] * 8) / AVERAGE TIME ] / 0.95
In our tests a acheived an average transfer time of 4.5s and a network transfer rate of 934 Mbps.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Ser profissional é opcional
Vejamos... nos últimos dois meses já tivemos: comunicações interrompidas por causa da chuva (a infra-estrutura não está preparada porque só este inverno é que choveu), jogo do empurra-empurra entre um ISP e o operador incumbente com um problema de packet loss que aparentemente só o cliente é que tinha capacidade de monitorizar (demorou mês e meio a ser resolvido), uma linha ADSL + Voz em que a Voz está há dois meses com ruído extremo e o ISP não resolve, um equipamento que o ISP garantiu fornecer em bridged mas afinal não suportava bridged ao qual se seguiu um segundo equipamento que - esse sim - viria em bridged mas afinal também não vinha, um conjunto de novas impressoras iguais todas, excepto uma, a funcionar bem em que a marca não recebe a impressora defeituosa se o cliente não fizer alterações no firmware (!) e até o upgrade de um ERP a correr da pior maneira possível: tudo ficou lento após o upgrade e o fornecedor atirou as culpas precisamente para aquilo que não tinha mudado, ie, a rede e o servidor.
E o que é que faz uma equipa competente nestas situações? Tenta não perder a paciência. Tenta absorver todos estes impactos e almofadar o cliente, isolando-o da incapacidade generalizada que se instalou no nosso país e continua a "atrapalhar" impunemente tudo e todos. Tenta que o cliente consiga sobreviver o melhor possível. Mas com este (mau) ambiente de trabalho torna-se muito, muito mais, difícil manter os níveis de eficiência que os profissionais devem exigir de si mesmos. Este ambiente é o travão da inovação, um balde inteiro de areia vertido descaradamente sobre as melhores engrenagens.
É tentador para muitos atribuir isto à falta de meios e aos problemas económicos do país, etc, etc. Ora isso é a mais evidente falácia. O país tem excesso de meios tecnológicos e poder económico mais do que suficiente para olear a maioria dos serviços. A dura e politicamente incorrecta realidade é que o estado das coisas se deve aos seres humanos que desenham, participam e implementam os processos. Será que é por falta de CRMs (até os há Open Source..) que os ISPs só tratam dos assuntos por telefone? Será que é por falta de software de monitorização (também os há Open Source...) que não conseguem compreender problemas intermitentes? Será por falta de vergonha que um fabricante acha normal mandar um cliente fazer upgrades de firmware numa impressora avariada que custou algumas centenas de EUR?
Não há mais ninguém a culpar: são compatriotas nossos - portugueses - que originam e perpetuam este estado das coisas. Culpado, é quem contrata pessoas para funções alegadamente "simples" e não lhes dá formação. E quem é contratado e não quer aprender.
Mas a solução é simples: dar formação aos interessados e despedir os desinteressados. A quem não sabe trabalhar não se dê hipótese de atrapalhar.
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